GEORGE MULLER

No século XVIII, um jovem do de 21 anos sentiu o chamado para Missões. Nessa época namorava com uma moça cuja negação para Missões era evidente. O jovem, depois de muita luta, renunciou-a por amor a Deus.
                Desejando se preparar para cumprir seu chamado, viu-se desafiado pelo pai que ameaçava cortar o auxílio financeiro que lhe dava e do qual ele dependia para seus estudos. O jovem, corajosamente abriu mão de tal auxílio.  
                Mais tarde, quando se tornou pastor, sofreu pressão por parte de alguns na igreja; seus opositores não queriam dar-lhe o salário necessário para sua manutenção. Após consultar a Deus em oração desafiou aquele povo dizendo: “Aqui ficarei! Se me cortarem o salário, ainda assim ficarei.”
                O jovem pastor colocou uma caixa à entrada do templo com os seguintes dizeres: “Os que sentirem desejo de cooperar no sustento do pastor devem colocar nesta caixa as suas ofertas”.
                O servo do Senhor aprendeu que se o Senhor cuida até dos pardais, quanto mais cuidará do servo que lhe obedece.
                Habitando em Londres, Inglaterra, teve sua vida impactada pelo texto do Salmo 81.10, que diz: “...abre bem a boca e ta encherei”. Este texto se tornou seu lema de vida; ele foi alertado para o fato de que as infinitas riquezas da providência estarão postas à disposição humana, caso forem solicitadas devidamente.
                Vendo que havia ali centenas de órfãos desamparados nas ruas, resolveu, então, fundar um orfanato, determinando que o único meio de suprir às necessidades dele seria às orações; a ninguém pediria nada.
                Publicou, neste período, um cartaz, no qual anunciava o propósito de abrir um orfanato. Visava atingir, principalmente, quatro classes de pessoas, as quais iria ajudar com seu testemunho e labor:
                1 – Os pobres, que, preocupados com suas próprias famílias, julgavam não ter tempo para se dedicarem às coisas divinas. Se ele, também pobre, pudesse manter e educar um grupo de órfãos, provendo-lhes as necessidades, teria prova concreta a oferecer-lhes;
                2 – Pessoas temerosas quanto à própria velhice e o medo de ficarem desamparadas. A estas seria revelado que Deus é o verdadeiro amparador, em todas as circunstâncias.
                3 – Comerciantes que, por causa das dificuldades, conduziam seus negócios de modo incorreto. A estes ele desejava provar o valor da retidão absoluta e confiança em Deus;
                4 – Aqueles cujas profissões não se harmonizavam com a vida cristã, mas receosos de mudá-la, temiam chegar a padecer necessidade. Desejava evidenciar que a Providência jamais os haveria de desamparar.
                Assim, levantou-se o primeiro de vários orfanatos que foram sustentados pelas orações de um homem.
                Certa vez, alguém perguntou: “Uma instituição assim não pode manter-se sem fundos permanentes. Há aqui tais fundos?”. A resposta foi: “Nossos fundos estão depositados num banco que jamais pode falir”.
                Esse jovem pastor se tornou famoso, mais de um milhão de paginas já foram escritas sobre ele. Seu nome é George Muller, o homem que creu no poder da oração e em tudo dependeu de Deus. Registra-se que em toda a sua vida, recebeu 50 mil respostas de Deus às suas orações.
                E você, em que tem confiado?
Rev. Maurício