A RELIGIÃO HUMANISTA VERSUS EVANGELHO DE DEUS - I

Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz Jeová. lsaías 55:8 (TB 1O)

Este é um assunto que requer luz fulgurante dos holofotes Divinos. Não há muita clareza para uma multidão que vive à sombra da velha tenda judaica. Muito do chamado cristianismo atual, não passa do antigo odre com um verniz brilhante por fora. Parece coisa nova, mas é o mesmo modelo do babilonismo judaico pós-exílíco.
Parece que essa profecia, já consumada, ainda não se tornou realidade para uma grande maioria: O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. lsaías 9:2. Tudo indica que essa gente continua na penumbra dos tipos que serviram de sombra para a realidade. Cristo não é suficiente para uma turma incontável de iludidos ou alucinados. Sei lá!
O que percebo é uma tentativa de reeditar, a todo custo, algo que já ficou para trás. Aquela religião caduca e ultrapassada do mérito ainda continua se infiltrando nas fileiras dos indigentes, dos mendigos indignos, propondo a excelência dos executivos como se fosse um portfólio da aceitação na casa do Amor incondicional de Abba.

Desconstruir esse modelo esnobe não é fácil, pois o velho leviatã se parece mais com um polvo com muitos tentáculos ou com a cabeça da Medusa, do que com um crocodilo magro. Cada vez que se fere um braço sufocante, aparece outro mais ardiloso, do meio dessa lama turva da religião. E eis aí o caos!
Vou procurar, neste estudo, repetir o curso que estamos ministrando na Colina da Graça para um grupo de peregrinos que aceita ser demolido de sua tradição religiosa, enquanto se deleita na suficiência do Cordeiro que acolhe cada um em Seu seio amoroso.
Você sabe o que é religião? A etimologia da palavra talvez nos aponte para a pretensão da criatura tentando se religar com o Criador, pelos seus esforços. Seja o que for, nossos primeiros pais fizeram algo para serem aceitos. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Gênesís 3:7.
Quando o ser humano faz algo para se tornar aceitável diante de Deus, então, entramos no terreno religioso. Aqui neste perímetro, temos o mérito pessoal como moeda de negociação. Por outro lado, quando somos aceitos pelo que Deus faz, neste caso, temos o milagre do Evangelho tomando conta de nossas vidas indignas.
Se, as tangas confeccionadas pelo casal, nu e envergonhado, evidenciam a tal religiosidade humana, as túnicas feitas por Deus, para cobrir a vergonha da dupla despida e transgressora, falam, claramente, de uma Boa Nova: Deus nos aceitou, por inteiro, em sua Graça plena, através de um substituto. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Gênesis 3:21.
Na religião, o sujeito da ação é o ser humano atuando no palco. No Evangelho, esse agente atuante se torna, tão somente num paciente, realmente passivo, pois é Deus quem faz tudo em seu benefício, enquanto ele é beneficiado pelo favor Divino.
Você precisa discernir bem esta diferença. Quem é o executivo? Na religião sou eu ou você. No Evangelho é a Trindade. Se não percebermos com clareza esta questão podemos nos envolver seriamente na religião, achando que estamos lidando com o Evangelho. Mas o suor, o cansaço, a carga pesada e o mau humor vão nos denunciar.

Glênio Fonseca Paranaguá